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Em poucas palavras, metaverso é um ambiente virtual que visa replicar a realidade e é capaz de proporcionar diversas experiências sensoriais através de dispositivos digitais.

Tá! E daí?

Nesse sentido o comércio, trabalho, relações familiares e a sua vida serão impactados para sempre. Ou seja, se você não quer se perder na onda da revolução, anote as informações que te passaremos nos próximos tópicos.

1 – A revolução do metaverso já começou

Você já se perguntou como o metaverso influenciará, de fato, as empresas?

Em 2020, no início da pandemia, grandes marcas precisaram inovar a forma como vendiam seus produtos. Um exemplo foi a Chilli Beans que criou uma cabine 3D para que seus clientes experimentem óculos virtualmente.

Agora, no dia 24 de março de 2022, aconteceu um evento que revolucionou o mercado da moda: o primeiro desfile dentro do Metaverso! Paco Rabanne, Tommy Hilfiger e Dolce & Gabbana são algumas das marcas do Metaverse Fashion Week, que aconteceu dentro do Metaverso Decentraland e foi aberto ao público do jogo.

Outro exemplo foi o grupo O Boticário, que resolveu investir no metaverso Avakin Life, onde possui uma loja com tamanho aproximado da loja real. A loja oferece produtos exclusivos para para utilizar nos avatares dentro do game e realiza diversos eventos. Além disso, oferece cupons de desconto aos usuários para utilizarem em compras de produtos reais.

Todavia não falamos do futuro e sim do presente porque o Metaverso já está influenciando o varejo. Estamos vivendo o início de uma nova realidade!

2 – É possível comprar ativos virtuais com valor real

Um token não fungível (NFT) é um item digital cifrado, único e que não pode ser intercambiado por outro outro, como por exemplo o real pode ser trocado por dólar.

Atualmente os NFTs e o Metaverso se encontram principalmente no mundo dos games, onde jogos, itens raros e colecionáveis são comercializados em market places internos dos próprios jogos, ou em sites secundários como o OpenSea.

Esses itens são comprados por usuários e resgatados no jogo/metaverso ao qual pertence, utilizando uma carteira digital, o que chamamos de Cold Wallet. As Wallets servem para armazenamento de criptomoedas, NFTs e também para login de acesso em alguns metaversos.

Esse mundo chamado Metaverso ainda é pouco conhecido, mas estudiosos acreditam que até 2030 passaremos mais tempo no mesmo, do que no mundo tradicional. E sendo assim, cada vez mais a realidade virtual fará parte dos nossos dias.

3 – As próprias mídias sociais estão correndo atrás da mudança

Recentemente acompanhamos alguns pronunciamentos de algumas mídias sociais sobre mudanças de segurança, adaptações e novidades para se encaixarem nesse ambiente de Metaverso, NFTs e consequentemente Criptomoedas, uma vez que todos estão interligados.

• Twitter:
Já vamos destacar a função de inserir um NFT como foto de perfil. A mídia social saiu na frente permitindo ao usuário que mostre seu NFT como suas fotos de perfil.
A mídia social também tem como recurso adicional o recebimento de pagamentos em criptomoedas!

• YouTube:
O YouTube começou a enxergar os NFTs como parte de receita para seus criadores. A plataforma tem distribuído NFTs personalizados para influenciadores e destaca que criadores de conteúdos poderão monetizar o conteúdo de vídeos criados e vendê-los como NFTs.

• Instagram:
O CEO da Meta, Mark Zuckerberg, revelou que seu aplicativo de compartilhamento de vídeos e fotos, Instagram, está se preparando para adicionar tokens não fungíveis (NFTs) à plataforma.

“Estamos trabalhando para trazer NFTs para o Instagram no curto prazo”, afirmou Zuckerberg. O fundador do Facebook não forneceu detalhes sobre quando a implementação aconteceria, mas acreditamos que nos próximos meses os usuários da rede social já possam cunhar seus próprios NFTs.

• Facebook/Meta:
Com uma base de usuários estimada em mais de 2,89 bilhões em 2021, não é surpresa que o Facebook tenha governado a comunicação na Web 2.0. O Facebook, agora conhecido como Meta, está caminhando na transição para a Web 3.0. O Meta tem trabalhado na construção do maior Metaverso de rede social do mundo.

4 – O comércio eletrônico está passando por uma transformação completa e definitiva

A realidade aumentada pode ser fator decisivo para atrair usuários e consequentemente conversões para empresas que apostam no E-commerce para vendas de seus produtos.

De acordo com pesquisas da INVESP, cerca de 61% dos entrevistados afirmam que preferem fazer suas compras em sites que possuem a tecnologia de realidade aumentada.

Além disso, a pesquisa também revelou que 35% acreditam que a possibilidade de experimentar um produto, mesmo que de forma virtual, aumentará o volume das compras online, gerando uma maior retenção e atração de leads.

Em suma podemos dizer que o futuro do e-commerce está diretamente ligado ao desenvolvimento de RA (tecnologia de Realidade Virtual). E o próximo passo é a digitalização de consumidores, marcas e tipos de negócios (B2C, B2B, B2D etc).

Logo será o momento de clientes navegarem por um ambiente digital que proporcione experiências imersivas e cativantes, mostrando os valores da marca e todas as qualidades de seus produtos e serviços de maneira diferente. A união do mundo físico com o online.

5 – Imóveis podem ser comprados e vendidos no metaverso independentemente de existirem no mundo físico

O surgimento de um mercado voltado para a compra de terrenos e imóveis virtuais tem chamado atenção no Metaverso. Esses terrenos são disponibilizados dentro dos servidores de alguns Games como Sandbox e Decentraland, por exemplo.

No Metaverso Decentraland, seu menor terreno custa em torno de R$10 mil reais e pode ser adquirido através do site secundário ou Marketing Place OpenSea. Para concluir a compra e se tornar proprietário da propriedade virtual é necessário ter a criptomoeda Ethereum em sua carteira digital para pagamento.

Juntamente com essa “prática imobiliária”, uma dúvida que surge dentro desse assunto é se será possível vender um imóvel do mundo real, dentro do Metaverso? A resposta é sim!

Anteriormente na revista Forbes foi publicado que uma “construtora digital” leiloará uma propriedade em NFT, que será autenticada através da blockchain Ethereum. O comprador, no entanto, não levará somente a versão digital do imóvel, como também a versão física.

6 – A rosa é bonita e perfumada, só que também tem espinhos

“O metaverso existe em espaços virtuais onde você pode criar e explorar com outras pessoas que não estão no mesmo espaço físico que você.” – Mark Zuckerberg

Podemos citar alguns principais benefícios do Metaverso, como:

  • Possibilidade de encontros com amigos distantes de forma mais imersiva;
  • Escolas e faculdades utilizando essa nova tecnologia para aplicação de exercícios e avaliações essenciais para o aprendizado;
  • Compras online e e-commerce de forma mais interativa, possibilitando toque, experimentação, avaliação do material utilizado no produto;
  • Possibilidade de ganhos com a comercialização de itens físicos, virtuais, híbridos e NFTs.

Ainda não podemos avaliar os Contras de forma direta, por ser uma tecnologia muito recente, entretanto, podemos considerar alguns riscos, como:

  1. Diminuição da capacidade de distinguir o presencial do virtual, pois o nosso cérebro pode ser enganado pra acreditar que a simulação seja algo real;
  2. Público mais jovem e infantil, terá uma dificuldade maior de distinguir o virtual do real, pois essa percepção ainda está em desenvolvimento;
  3. Dificilmente esses ambientes terão o monitoramento essencial, desta forma crianças e adolescentes estarão mais expostos.

7 – Marketing digital e Metaverso andam lado a lado

Resumidamente, o Metaverso é um ambiente de interação virtual com recursos de realidade virtual e aumentada. Contudo o que ele tem a ver com o Marketing Digital?

Podemos falar sobre o Facebook, que agora se intitula como “Meta”. E um dos objetivos do CEO do Meta é criar o maior Metaverso dentro de uma mídia social e desde então, o grupo tem feito investimentos bilionários.

No Metaverso, os usuários dão vida aos seus avatares, criando-os como seu eu real, com os mesmos gostos e desejos de consumo da vida real. Por isso, em breve as marcas irão procurar agências para criação de campanhas com uma comunicação bem segmentada para interagir com o seu público no metaverso.

Do mesmo modo as marcas buscarão implementar estratégias de comunicação próprias para essa nova dimensão que, para alguns analistas, será um gêmeo digital do mundo físico.

Agora devemos acompanhar os próximos passos dessa super tecnologia em desenvolvimento que veio para revolucionar o mercado em todos os sentidos, sejam eles comerciais, tecnológicos, biodegradáveis e inovadores.