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Para falar sobre acessibilidade na web, primeiro vamos sintonizar com a causa:

Se você fosse deficiente visual, conseguiria ler uma notícia em seu site preferido?

Com um smartfone você consegue navegar na intranet da empresa que trabalha?

Caso você tivesse nascido com Síndrome de Down, conseguiria compreender as promoções destacadas em uma página de loja virtual?

Embora algumas tarefas sejam relativamente simples, em portais que não se preocupam com acessibilidade, tornam-se impossíveis para pessoas com deficiência. Não só para essas, mas também para idosos, crianças e estrangeiros. Quem está navegando com dispositivos móveis inclui-se nessa conta independentemente de deficiência.

Nos próximos tópicos você conhecerá a definição de acessibilidade na web. Além disso pegará mais três dicas de como aprimorar seu site com ela.

O que significa Acessibilidade na Web afinal?

Segundo a definição da WAI resumida na Cartilha do W3C Brasil:

”Acessibilidade na web significa que pessoas com deficiência podem usar a web. Mais especificamente, a acessibilidade na web significa que pessoas com deficiência podem perceber, entender, navegar, interagir e contribuir para a web. E mais. Ela também beneficia outras pessoas, incluindo pessoas idosas com capacidades em mudança devido ao envelhecimento”

Opções de acessibilidade/Acesso Universal no Linux UbuntuOpções de Acesso Universal no Linux Ubuntu

O conceito é nobre, contudo não é praticado por todos. Isso causa uma espécie de exclusão de uma parcela da população que é prejudicial para todos. Talvez essa negligência se dê pela crença em alguns mitos que você confere a seguir.

Mitos para não aprimorar a Acessibilidade

  1. Pessoas com deficiência não visitam meu site — uma grande desculpa esfarrapada, no entanto muito usada por aqueles que não querem adequar suas páginas. O que acontece é que eles não contabilizam o acesso de tecnologias assistivas. Além do mais se o portal não atrai esse público, é hora de direcionar ações de marketing para ele.
  2. Isso ajuda poucas pessoas — outra crença que é limitante e portanto deve ser combatida. Muitas pessoas que não apresentam deficiência se beneficiam da acessibilidade. Podemos citar: usuários de smartfones, outros dispositivos de telas pequenas e idosos, além de pessoas usando uma conexão fraca com a Internet. Há também pessoas com “limitações situacionais”, como por exemplo estar em um ambiente muito claro e precisar regular o contraste.
  3. É caro — “Terei que mobilizar, talvez treinar, desenvolvedores e designers além de gastar longas horas com testes. Ou seja, não quero gastar”. Geralmente quem acredita nesse mito não contabiliza quanto custa perder audiência. Para você ter uma ideia do prejuízo que a exclusão é capaz de causar, ouça o áudio da Rádio CBN e assim perceba a dificuldade que pessoas com deficiência têm para comprar em sites de vendas.

Agora você já sabe de que se trata acessibilidade na web e assim pode pegar as dicas para aprimorar o seu site na próxima seção.

Aprimore seu site com essas três dicas

Entenda as tecnologias assistivas

Em primeiro lugar pare de pensar que todo mundo terá mouse e teclado ou uma tela de toque para navegar. As pessoas com deficiência, ou não, acessam e navegam na Web de maneiras diferentes, dependendo de suas necessidades e preferências individuais. Às vezes configuram seus programas e dispositivos para suprir suas necessidades e, geralmente, usam software e hardware especializados que os ajudam em determinadas tarefas.

O grupo de tecnologias inclui, entretanto não se limita, a leitores de tela que lêem em voz alta páginas da Web para pessoas que não conseguem ler o texto, ampliadores de tela para pessoas com alguns tipos de visão reduzida e softwares de reconhecimento de voz e opções de seleção para pessoas que não podem usar um teclado ou mouse.

Quando você entende as tecnologias assistivas, você entende também e se torna apto a aplicar estratégias adaptativas. São técnicas que as pessoas com ou sem deficiência usam para melhorar a interação com a Web, como aumentar o tamanho do texto, reduzir a velocidade do mouse e ativar legendas. Dessa forma, em suas páginas você pode incluir recursos que suprem configuração com software padrão, com navegadores convencionais e tecnologias assistivas.

Barra de acessibilidade com botões de controle do tamanho da fonte e alteração de contraste.
Barra de regulação de leitura: fonte pequena, fonte média, fonte grande, aplicar e retirar contraste.

O portal da WAI tem uma lista completa de dicas de customização que melhoram a navegação na Web.

Claro que as tecnologias assistivas só serão eficazes se a semântica de suas páginas for boa. Portanto leia o próximo tópico para saber mais sobre esse assunto.

Preste atenção à semântica para prover uma sequência significativa de conteúdo

Uma sequência é significativa se a ordem do conteúdo não puder ser alterada sem afetar seu significado. Por exemplo, se uma página contiver dois artigos independentes, a ordem relativa dos artigos não poderá afetar seu significado, desde que não sejam intercalados. Sendo assim, os próprios artigos podem ter sequência significativa, contudo o contêiner deles pode não ter uma sequência significativa.

A semântica de alguns elementos define se o conteúdo é ou não uma sequência significativa. Por exemplo, em HTML, o texto é sempre uma sequência significativa. Tabelas e listas ordenadas são sequências significativas, mas listas não ordenadas (<ul>) não são.

A ordem do conteúdo em uma sequência nem sempre é significativa. Por exemplo, a ordem relativa da seção principal de uma página da Web e uma seção de navegação não afeta seu significado. Eles podem ocorrer em qualquer ordem na sequência de leitura determinada programaticamente. Como outro exemplo, um artigo de revista contém várias barras laterais de texto explicativo. A ordem do artigo e as barras laterais não afetam seu significado.

Estrutura HTML5 básica de um post

Por exemplo: uma uma barra de navegação principal(<nav>), o texto principal em uma página (<article>) e uma navegação por categorias na lateral (<aside>) são reposicionados usando CSS. Sendo assim, a apresentação visual das seções não corresponde à ordem determinada programaticamente. Entretanto o significado da página não depende da ordem das seções.

Na prática, uma sequência significativa ajuda quem depende de tecnologias assistivas que lêem o conteúdo em voz alta. O significado evidente no sequenciamento das informações na apresentação padrão será o mesmo quando o conteúdo for apresentado em formato falado.

Uma coisa importante, embora um pouco desconhecida, é que a semântica melhora até a encontrabilidade de suas páginas. E outra prática que ajuda nesse critério de qualidade é a produção de dicas textuais que você confere a seguir.

Inclua dicas textuais para elementos não textuais sempre

Para aprimorar seu site, também deve ser possível que as usuários de tecnologias assistivas encontrem alternativas de texto quando depararem-se com conteúdo não textual, ou seja, que não podem usar. Portanto, para conseguir isso, o texto deve estar “associado programaticamente” ao conteúdo não textual. Assim, sempre informe um valor para o atributo alt de uma imagem, ofereça um atributo title para um quadro (<iframe>) e até inclua a transcrição em vídeos.

Texto alternativo à nossa logomarca no topo do nosso site
 Nossa logomarca tem um texto alternativo para leitores de tela ou para o caso de conexões muito lentas.

Acessibilidade na Vida

Nesta postagem você viu que se preocupar com acessibilidade na web significa se importar com cidadania também. Falamos que uma web acessível favorece à toda sociedade, sendo que podemos estar falando de pessoas com deficiência ou não.

Além disso aprendeu que ao compreender as tecnologias assistivas você pode criar um site aprimorado com semântica correta e dicas textuais em seu conteúdo. E que isso beneficiará a você e aos internautas como um todo.

Se você quer mais dicas como essa, deixe seu contato abaixo que teremos prazer em colaborar contigo.